- Comcuradoria de Denise Mattar, mostra reúne brinquedos, objetos e miniaturas de diferentes épocas e culturas, além de três instalações interativas;
- NúcleoLilliput reúne cerca de 100 itens das coleções Brinquedo Vivo, Ivani e Jorge Yunes e Fausto Godoy, com peças ligadas às culturas brasileira, japonesa, chinesa, europeia e africana;
- Mini-Museuapresenta cerca de 60 obras de 21 artistas brasileiros, entre eles Leonilson, Lina Bo Bardi, Leda Catunda, Nelson Leirner, Arnaldo Antunes, Lenora de Barros e Paulo Pasta.
São Paulo, outubro de 2026 – Há algo de irresistível nas coisas pequenas. Diante de uma miniatura, o olhar se aproxima, o corpo se inclina e aquilo que caberia na palma da mão pode abrir um mundo inteiro. É desse fascínio pelo universo em miniatura que nasce Pequenos Afetos, nova exposição do Farol Santander São Paulo, com curadoria de Denise Mattar e produção da MG Produções. A mostra abre ao público em 16 de outubro de 2026 (sexta-feira) e permanece em cartaz até 10 de janeiro de 2027 (domingo), propondo uma experiência compartilhada entre crianças e adultos por meio de brinquedos populares, objetos em miniatura, instalações interativas e obras de artistas brasileiros.
Dividida em três núcleos — Lilliput, Pequenos Gigantes e Mini-Museu —, a exposição atravessa diferentes culturas e períodos, despertando imaginação, memória e afetos, além de ser uma forma de representação social e criação artística. O percurso parte de objetos produzidos e preservados por diferentes sociedades, passa por ambientes nos quais o próprio corpo é confrontado com proporções inesperadas e chega à produção de artistas que encontraram no universo diminuto um campo de experimentação poética.
“No Santander, acreditamos que a cultura tem essa capacidade de criar encontros, ampliar nosso olhar e construir memórias. É com esse propósito que o Farol Santander recebe experiências que aproximam diferentes públicos e gerações. Esperamos que Pequenos Afetos seja também uma oportunidade de reencontrar algo que, de alguma forma, já fazia parte de cada um de nós. Porque algumas das coisas que parecem pequenas são justamente aquelas que levamos conosco.”; comenta Bibiana Berg, head sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil.
A concepção curatorial entende que o desejo de reproduzir o mundo em dimensões reduzidas acompanha a humanidade há séculos. Casas, pessoas, animais, objetos e situações cotidianas reaparecem, preservando modos de viver e permitindo reorganizar imaginariamente a realidade.
“A miniatura exige uma aproximação que hoje quase não praticamos. É preciso chegar perto, observar os detalhes, dedicar tempo ao objeto. A exposição recupera esse encantamento e mostra como algo de poucos centímetros pode carregar histórias, memórias e universos inteiros. É um convite para crianças e adultos retomarem a curiosidade e descobrirem outras maneiras de olhar para aquilo que está ao redor”, afirma Denise Mattar, curadora da exposição.
Lilliput: culturas e histórias em pequenas proporções
O primeiro núcleo toma emprestado o nome de Lilliput, país de As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. A ala reúne cerca de 100 itens, entre brinquedos populares e miniaturas de diferentes épocas, origens e tradições, revelando os diversos significados associados a esses objetos: do lúdico ao ritual, da habilidade artesanal ao colecionismo, da memória individual à representação de uma cultura.
Uma das presenças de destaque é a Coleção Ivani e Jorge Yunes, com objetos orientais e ocidentais como marfins chineses, netsukés japoneses, mobiliário, bibelôs, dedais, esculturas art déco e caixas de música. A própria expografia, assinada por Tito Ficarelli, potencializa essa relação de proximidade e prevê mesas com lentes de aumento para que o público possa investigar os detalhes de algumas das peças.
Também estão expostos itens cuja aparência pode remeter ao universo do brinquedo, mas que carregam funções culturais e simbólicas. Estão nesse conjunto bonecas Karajá, ligadas à cosmologia desse povo originário; ningyos japoneses, da Coleção Fausto Godoy, vinculados a tradições familiares e ritualísticas; e akuaba africanas, associadas à fertilidade e à maternidade. Entre os exemplares estão um samurai das eras Edo/Meiji, com 21 centímetros de altura, um casal imperial de 24 centímetros e uma akuaba Ashanti, de Gana, com 33 centímetros.
A cultura popular brasileira completa a ala por meio da Coleção Brinquedo Vivo. Trabalhos de Willi de Carvalho, Paulo Carneiro, Babá Santana e Elizângela das Palafitas, entre outros, recriam circos, casinhas, favelas, palafitas, animais, personagens e brincadeiras, transformando cenas do cotidiano em pequenos mundos. Entre as peças está ainda uma reprodução do próprio edifício que abriga o Farol Santander, realizada pelo artista alagoano Raimundo de Oliveira, estabelecendo uma conexão direta entre o universo em miniatura e o espaço ocupado pelo público.
Pequenos Gigantes: quando as proporções se transformam
Se em Lilliput o público observa mundos reduzidos, Pequenos Gigantes passa a fazer parte da brincadeira. O segundo núcleo reúne três instalações cenográficas interativas que exploram perspectiva forçada e ilusões de ótica. Grande e pequeno deixam, assim, de ser características absolutas e passam a depender do ponto de vista e da posição ocupada por cada pessoa.
Em uma das instalações, um limão de proporções gigantescas cria uma cena bem-humorada na qual é possível se posicionar sob a fruta e simular uma reação à sua acidez. Em outra, o princípio da Sala de Ames utiliza uma geometria especialmente construída para fazer com que pessoas posicionadas em pontos diferentes pareçam crescer ou diminuir radicalmente dentro do mesmo ambiente.
A terceira estabelece uma conexão direta com o Farol Santander. Inspirada nas fotografias em perspectiva nas quais turistas parecem tocar ou sustentar grandes monumentos, a instalação permite estabelecer uma interação imaginária com o próprio edifício: aquilo que é monumental passa a parecer pequeno o suficiente para ser manipulado.
Nas três situações, fotografia, movimento, posição corporal e perspectiva trabalham juntos. O conjunto recupera uma das fantasias mais recorrentes do imaginário humano: ser gigante em um mundo de pequenos ou pequeno em um mundo de gigantes.
Mini-Museu: a potência artística do pequeno
O terceiro núcleo leva a investigação das proporções diretamente para o campo das artes visuais. O Mini-Museu reúne cerca de 60 obras de 21 artistas brasileiros de diferentes gerações, linguagens e vertentes, mostrando como formatos reduzidos podem funcionar tanto na construção de micromundos quanto como recurso conceitual. Entre os nomes estão Leonilson, Lina Bo Bardi, Leda Catunda, Nelson Leirner, Frans Krajcberg, Arnaldo Antunes, Lenora de Barros, Paulo Pasta, Fábio Delduque, Jeanete Musatti, Martin Lanezan, entre outros.
A variedade de tamanhos ajuda a revelar como cada artista se relaciona de maneira própria com a proposta. Em Ping-Poems, da década de 1990, Lenora de Barros transforma uma bola de pingue-pongue de apenas 4 cm de diâmetro em suporte poético. Leonilson aparece com uma obra Sem título (1999), em bronze, com 8,5 cm de altura, enquanto Lina Bo Bardi está representada por Polochon (1993), múltiplo em resina de 16 cm.
Em outra direção, Paulo Pasta leva questões centrais de sua pintura para três trabalhos da série Pinturas de bolso (2026), realizados em telas de apenas 10 cm x 15 cm. O formato não funciona como mera versão reduzida de uma pintura maior: aproxima superfície e observador e concentra relações de cor, forma e espaço.
Já Nelson Leirner, em Missa móvel (2011), reúne pequenas figuras sobre um skate, aproximando imagens religiosas, cultura urbana e objetos cotidianos em uma composição marcada pelo humor e pelo deslocamento. Arnaldo Antunes, em Ponto e vírgula, retira sinais gráficos de sua função habitual na escrita e lhes dá presença física, enquanto Frans Krajcberg, em Quando a porca torce o rabo, parte de uma forma encontrada na madeira para criar uma associação inesperada entre natureza, imagem e linguagem.
Outras obras transformam dimensões reduzidas em verdadeiros mundos narrativos. Martin Lanezan apresenta trabalhos costurados à mão, como Casa na praia (2025), com 25 cm x 28 cm, além de Polilla/Mariposa e Tartaruga, ambos de 2023. Jeanete Musatti constrói composições em caixas de aproximadamente 20 cm a 31 cm, enquanto Mariana Martins reúne objetos colecionados em dioramas e assemblages que condensam cenas e histórias.
Destaca-se ainda a obra Zenóbia, de Fábio Delduque, que une materiais como chumbo, latão e ouro a uma colmeia. A reunião desses materiais estabelece uma relação entre o mundo natural e a construção artística. Ao incorporar a colmeia, o artista aproxima duas formas de criação: aquela que resulta da atividade da natureza e a que nasce da imaginação humana.
Há ainda artistas para os quais a construção de micromundos constitui parte recorrente da produção, como Arrudas, Beatrice Arraes, Efrain Almeida, Mariana Martins, Mirian, Nazareno, Sônia Menna Barreto, Willi de Carvalho e William Mophos; e outros que chegam a esse território por procedimentos de condensação, apropriação, humor e deslocamento conceitual. O conjunto reforça que reduzir dimensões não significa reduzir a potência de uma obra.
Serviço – Exposição Pequenos Afetos Local: Farol Santander – Andar 22
Endereço: Rua João Brícola, 24 – Centro, São Paulo Período: 16 de outubro de 2026 a 10 de janeiro de 2027 Horário de Visitação: terça a domingo / 09h às 20h Ingressos: a partir de R$ 22,50 (meia)
** Ingresso dá acesso a todos os andares do Farol Santander abertos ao público
** Cliente Santander tem 10% de desconto na compra com cartão do banco
Classificação Indicativa: Livre
Redes Sociais: @farolsantander / @mattardenise / @mgproducoes_
Mais informações à imprensa Marra Comunicação
Assessoria de Imprensa Santander Brasil (Cultura e Patrocínios)
Paulo Marra: paulo@paulomarra.com.br / (11) 99255-3149
Vinícius Oliveira: vinicius@paulomarra.com.br / (11) 95946-2063
Gabriel Lucena: gabriel@paulomarra.com.br / (11) 98513-3022
