• Dois espaços, uma só experiência: exposição simultânea no MARGS e no Farol Santander reúne um espectro de obras marcantes e emblemáticas do acervo do Museu;
  • Apresentando mais  de 250 obras de 150 artistas, mostra traz um panorama da diversidade e da trajetória do principal acervo público de arte do Rio Grande do Sul;
  • Modelo de colaboração entre Farol e MARGS, a partir de um formato expositivo inédito, resulta em um projeto de caráter inovador, aprofundando a relação entre as instituições
  • A curadoria de Francisco Dalcol propõe diálogos entre técnicas, períodos e linguagens diversificadas, com destaque para pintura, escultura, instalação, fotografia e arte digital.

Link para fotos de divulgação

Porto Alegre, junho de 2025 — O Farol Santander Porto Alegre e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria de Estado da Cultura do RS, inauguram em 24 de junho, terça-feira, a exposição MARGS 70+1 – Percursos de um acervo. A mostra ocupa simultaneamente os espaços das duas instituições e reúne mais de 250 obras de mais de  150 artistas, oferecendo um panorama da trajetória e da diversidade do principal acervo do Museu. Serão cerca de 71 obras exibidas no Farol Santander e 179 no MARGS. A curadoria é de Francisco Dalcol, e a visitação segue até 31 de agosto.

“É com alegria que o Santander Brasil, em parceria com o MARGS, apresenta a exposição. Nossa união com o Governo do Estado, por meio de uma das suas principais instituições culturais, vai muito além das comemorações de aniversário, firmando a Praça da Alfândega como o pólo propulsor do melhor da cultura do Rio Grande do Sul”, destaca Maitê Leite, vice-presidente institucional do Santander.

Dividida entre as duas instituições, a exposição retoma a mostra “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, elaborada para os 70 anos do Museu em 2024, mas que não pôde ser exibida integralmente por causa da enchente. A exposição original foi apresentada parcialmente no 1º andar do MARGS, enquanto o segmento destinado ao 2º andar permaneceu inédito.

Por ocasião do aniversário do Museu em 2025, “MARGS 70+1” recupera o projeto de celebração dos 70 anos, resgatando a parte da mostra original que acabou não sendo apresentada devido ao fechamento temporário do museu. Para isso, é adaptada e ampliada para ocupar todo o 1º andar do MARGS e se expandir para o Farol Santander, compondo uma ampla e extensa exposição em dois espaços.

“Esta parceria entre o Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS e o Farol Santander Porto Alegre parte de um modelo até então inédito de colaboração entre as instituições, resultando em um projeto de caráter inovador, e que esperamos ser oprimeiro de muitos”, explica Francisco Dalcol, curador da mostra e diretor do MARGS.

A exposição oferece ao público a oportunidade de ver reunido um espectro de obras marcantes e emblemáticas do acervo do Museu, a partir de uma amostragem panorâmica do arco temporal e da pluralidade da coleção, que conta com mais de 5.800 itens desde o século 19 até a atualidade, contemplando a diversidade de técnicas e linguagens da produção artística visual, de artistas brasileiros e estrangeiros, com ênfase para a produção artística sul-rio-grandense. Assim, a exposição reúne obras icônicas do acervo do Museu, juntamente a peças menos conhecidas, há muito tempo não exibidas ou até apresentadas. Há também obras que foram recuperadas da enchente e são apresentadas pela primeira vez.

Nos dois espaços, é possível apreciar uma ampla diversidade de obras, incluindo pinturas, fotografias, instalações, esculturas, tapeçarias, objetos, vídeos, arte sonora e arte digital, proporcionando uma experiência rica e variada. O subtítulo Percursos de um acervo remete a três eixos principais que estruturam a proposta curatorial: a formação histórica do acervo do MARGS ao longo dos seus 71 anos, evidenciada pela indicação da data de entrada de cada obra nas legendas; o processo curatorial, que propõe diálogos e tensões entre as peças; e a experiência do visitante, que percorre diferentes trajetórias e possibilidades de leitura tanto no espaço do MARGS quanto no Farol Santander.

No conjunto, a seleção corresponde ao arco temporal e à pluralidade do acervo do MARGS, composto por obras desde o século 19 até a atualidade e caracterizado pela diversidade de técnicas e linguagens.

Entre os destaques, estão mais de 80 obras que passaram por processos de restauração, reimpressão ou reconstrução. Um dos principais exemplos é o núcleo dedicado ao fotógrafo Luiz Carlos Felizardo, exibido no Farol Santander , que apresenta imagens e um documentário sobre o processo de restauração a partir dos negativos originais.

No Farol Santander, a exposição destaca  um recorte que destaca obras icônicas do acervo do Museu, algumas delas caracterizadas pela ampla escala de dimensões e pelo caráter instalativo. O objetivo é explorar e potencializar a amplitude das galerias do mezanino, assim como a visão e os pontos de vista sobre o grande hall.

Entre os artistas estão Arthur Timótheo da Costa, Claudia Stern, Didonet Thomas, João Câmara, João Fahrion, Laura Cattani, Libindo Ferrás, Lia Menna Barreto, Marilice Corona, Pedro Weingärtner, Regina Scalzilli Silveira, Regina Silveira, Romanita Disconzi e Yeddo Titze.

Já no MARGS, a seleção contempla obras de artistas como Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Lia Menna Barreto, Zoravia Bettiol, Vasco Prado, entre muitos outros nomes renomados no cenário nacional e internacional.

A exposição MARGS 70+1 – Percursos de um acervo é apresentada pelo Banrisul, patrocinador direto do Museu, e pelo Ministério da Cultura, com patrocínios do Santander Brasil, da Hyundai e da EDP.

Confira a lista de obras completa que serão expostas no Farol

Confira a lista de obras completa que serão exibidas no MARGS

O MARGS E SEU ACERVO

Fundado em 27 de julho de 1954 como equipamento público voltado à preservação do patrimônio artístico do Estado e à atualização da produção e do pensamento em artes visuais, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS é o mais antigo e principal museu de arte do Rio Grande do Sul. Seu acervo foi iniciado pelo primeiro diretor, o artista e professor Ado Malagoli. Foram feitas aquisições por compra, parte delas em São Paulo e Rio de Janeiro, seguidas por transferências de obras que se encontravam dispersas na administração pública.

Nesse início, foram contempladas tendências artísticas desde o academismo e o pré-moderno até as vertentes modernistas, em um arco histórico do século 19 à metade do século 20, notadamente de artistas brasileiros, incluindo gaúchos, além de estrangeiros, sobretudo franceses.

No decorrer destes 70 anos, as aquisições para o acervo foram se dando pelas iniciativas e políticas das diferentes gestões, resultando das oportunidades dos momentos, da generosidade de artistas, doadores e patrocinadores e também do papel da Associação de Amigos do Museu.

Apesar dos distintos critérios e da diversidade de escolhas, ainda assim uma mesma linha manteve-se até aqui, consolidando certa orientação: o compromisso com o resgate do passado, juntamente à abertura ao presente em seu papel de renovação e atualização das linguagens e valores artísticos. Portanto, colecionar obras de arte consagrando atuações da história da arte ao mesmo tempo reconhecendo e legitimando a produção atual acompanha a história do MARGS.

Em termos de preservação, pesquisa e divulgação, o acervo está totalmente catalogado, digitalizado e disponibilizado para consulta em meio online, sendo difundido por exposições, pesquisas, publicações e programas educativos, além de empréstimos em colaboração com projetos de outras instituições.

Sobre a Francisco Dalcol

Crítico e historiador da arte, curador, pesquisador, professor, jornalista e editor. Autor de produção intelectual em artes visuais, com experiência institucional nas áreas museológica, acadêmica, editorial e curatorial. Mestre (UFSM) e Doutor (UFRGS) em Artes Visuais — História, Teoria e Crítica, com estágio de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa (UNL). Na pesquisa acadêmica, dedica-se à investigação teórica e histórica em crítica e história da arte, estudos expositivos e curatoriais e história das exposições. Sua produção curatorial envolve projetos com artistas históricos e contemporâneos junto a acervos privados e públicos, desenvolvendo exposições individuais e coletivas em museus, instituições e galerias, assim como a editoração de catálogos, livros e publicações de arte.Professor-colaborador do curso de pós-graduação Práticas Curatoriais, do Instituto de Artes da UFRGS.Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). Desde 2019, é diretor-curador do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS).

Sobre Banrisul

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. é uma sociedade anônima de capital aberto que atua sob a forma de banco múltiplo e opera nas carteiras comercial, de crédito, de financiamento e de investimento, de crédito imobiliário, de desenvolvimento, de arrendamento mercantil e de investimentos, inclusive nas de operações de câmbio, corretagem de títulos e valores mobiliários e administração de cartões de crédito e consórcios.  As operações são conduzidas por um conjunto de Instituições que agem de forma integrada no mercado financeiro. O Banrisul atua, também, como instrumento de execução da política econômico-financeira do Estado do Rio Grande do Sul, em consonância com os planos e programas do Governo Estadual.

Santander e Cultura

O Santander Brasil acredita, investe e promove o acesso às mais distintas manifestações culturais e a democratização da cultura para a sociedade. Em 2023, o Banco entrou oficialmente no universo da música, patrocinando grandes shows internacionais.

Além de patrocinar e promover parcerias com instituições e iniciativas culturais, como Museu do Amanhã (RJ), Festival de Música em Trancoso (BA) e a restauração do Mural Batalha dos Guararapes (PE) e do Museu do Ipiranga (SP), o Santander mantém seus próprios empreendimentos, como os Faróis Santander Porto Alegre e São Paulo, além do Teatro Santander e 033 Rooftop, na capital paulista.

Sobre o Margs | Museu De Arte Do Rio Grande Do Sul

Instituição museológica pública, da Secretaria de Estado da Cultura do RS, voltada à história da arte e à memória artística, assim como às manifestações, linguagens, investigações, pesquisas e produções em artes visuais. O MARGS realiza seus projetos por meio de patrocínios como pela Lei de Incentivo à Cultura Federal.  O plano de recuperação do Museu conta com o PLANO BIANUAL MARGS 2025-2026, gerido pela Associação de Amigos do Museu (AAMARGS) e identificado pelo PRONAC: 247296.

Serviço – MARGS 70+1 – Percursos de um acervo

ONDE:

–  Farol Santander: Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre, RS – Brasil – 90010-150. Visitação de terça a sábado, 10h às 19h (último acesso 18h). Domingos e feriados, 11h às 18h (último acesso 17h)

MARGS: Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre, RS – Brasil – 90010-150. Visitação de terça-feira a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h), com entrada gratuita. Visitas mediadas com o setor educativo para escolas e grupos podem ser agendadas pelo email educativo@margs.rs.gov.br

Entrada: GRATUITA

Site Farol Santander: https://www.farolsantander.com.br

Classificação livre

 

  • Autor do post: